Mostrando postagens com marcador James Turk. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador James Turk. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

James Turk - O Ouro Está Divergindo do Dólar

Eric King entrevista James Turk, fundador e presidente de GoldMoney.com. Turk também é co-autor de O Colapso do Dólar e editor do Free Gold Money Report.

Postado por Marco Aurélio

23 de novembro de 2010

Com o ouro e a prata consolidando os ganhos recentes, King World News entrevistou James Turk, que opera em Londres. Quando lhe perguntei sobre os movimentos nos mercados de ouro e prata, Turk disse: 
Acho que o importante hoje é que o ouro foi pressionado para baixo, para acima de suas médias móveis de curto prazo. Isso deve incrementar a compra pelo mercado. Fiquei muito impressionado hoje com o fato de que o ouro permaneceu forte, apesar do dólar ter subido um ponto inteiro. Jim Sinclair tem levantado essa questão e parece que acertou em cheio quanto ao movimento do dólar estar divergindo do movimento do ouro.
Turk continua:
O grande choque aqui em Londres é o resgate (bailout) da Irlanda. Poucos esperavam por isso e, quando o pacote foi anunciado, o tamanho do resgate foi um segundo choque. As implicações são que todo mundo está começando a olhar para Portugal e Espanha. Portugal é um jogador pequeno – por isso, seu impacto será limitado. A Espanha, por outro lado, é uma economia grande, maior do que a Irlanda, Portugal e Grécia combinados.
Então a coisa mais interessante a perceber é que, quando a ajuda para a Irlanda estiver concluída e um pacote de socorro para Portugal estiver finalizado, mais de 50% do fundo de estabilização de 750 bilhões de euros terão sido usados nesses países periféricos. A questão torna-se, portanto, a disponibilidade de fundos para a Espanha. E não podemos nos esquecer da Itália, que tem uma economia tão grande quanto a da Espanha.

No geral, os problemas na Europa ainda têm um longo caminho a percorrer. Podemos esperar que mais investidores procurem por alternativas mais seguras. Este será mais um catalisador que deverá impulsionar o ouro e a prata a níveis muito mais altos.

A prata parece ter parado para recuperar o fôlego hoje, e a razão ouro / prata tornou a subir, testando a resistência aos 50. Ela pode ficar meio parada por mais um dia ou dois, mas podemos esperar que 48,5 seja ultrapassado em breve, a caminho de 40 a 42. Estou olhando com bastante atenção para o nível de 48,5 – quando esse nível for rompido, provavelmente será porque a prata está batendo um novo recorde acima dos USD 29,30.

O importante aqui é que o ouro subiu hoje de forma significativa. Na minha visão, essa força é uma indicação de que ambos os metais estão prontos para disparar. Quero que as pessoas se concentrem no fato de que, por mais que o mercado tenha sido bom para quem entrou em ouro e prata, ainda existe muito potencial para subir.
Como sempre, é importante simplificar as coisas e continuar a acumular ouro e prata nas quedas. Quando você tem compras mensais programadas, não se preocupe com o preço ou o com o timing do mercado.
Eric King
KingWorldNews.com

Para voltar ao blog clique aqui.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O Fed Está Imprimindo Dinheiro em Excesso

James Turk

Fundador e presidente de GoldMoney.com. Ele é o co-autor de O Colapso do Dólar e editor do Free Gold Money Report.

Ler no original

Postado por Marco Aurélio

O Fed está imprimindo dinheiro em excesso. Não é preciso ser um gênio para chegar a essa conclusão. E os mercados estão enviando uma mensagem clara em resposta.

Por exemplo, o ouro está sendo negociado a níveis recordes, enquanto a prata atingiu o preço mais alto dos últimos 30 anos. Esses novos preços estão sendo causados por uma razão. Os metais preciosos são sensíveis a mudanças na inflação, tanto a real quanto a resultante de expectativas futuras.

O aumento nos preços dos metais preciosos nos diz que há muita inflação por vir, mas não são só os metais preciosos que estão enviando essa mensagem. De forma mais geral, basta olhar para a tendência dos preços das commodities ao longo dos últimos meses no quadro abaixo do CRB Continuing Commodity Index), que é baseado no preço de 19 produtos diferentes.

Em 4 de junho, o índice CRB fechou em 450,24. Três meses e meio mais tarde, o índice CRB fechou, sexta-feira, em 530,24, uma valorização de 17,7%. Isso representa um salto enorme nos preços, em um período de tempo muito curto. Para colocar esse aumento em perspectiva, equivale a uma taxa anual de 61,8% de "valorização" – embora o nome real seja "inflação".


Os preços das commodities não estão subindo por causa de atividade econômica produtiva, que continua em crise, com desemprego elevado na maior parte do mundo. Os preços das commodities estão subindo porque um excesso de dinheiro está sendo impresso. Mas os relatórios do Fed mostram que M1, uma medida estreita da quantidade total de dólares em circulação, aumentou apenas a uma taxa anualizada de 9,1% nos três meses entre maio de 2010 e agosto de 2010, enquanto M2 aumentou ainda menos. Então por que os preços das commodities estão aumentando a uma taxa ainda mais rápida do que o dinheiro? Há dois motivos.
1. Porque um excesso de dinheiro foi impresso durante anos, e não apenas nos últimos três meses. Isso pode ser demonstrado pela comparação do M3 com a população total dos EUA. Em 2000, havia USD 26.977 em circulação, medida pelo M3, para cada homem, mulher e criança nos Estados Unidos. Esse montante cresceu para USD 46.538, uma taxa de 7,1% de crescimento anual, que é mais de 7 vezes a taxa de 0,9% anuais de crescimento da população durante esse período.

2. A demanda por moeda é geralmente ignorada, mas é uma parte importante da equação. Infelizmente, a demanda não pode ser medida; então temos novamente que recorrer a observações dos preços de mercado para determinar a tendência predominante na demanda por dólares a qualquer dado momento. Assim, por exemplo, podemos examinar o US Dollar Index, que mede a taxa de câmbio do dólar contra uma cesta de moedas. Enquanto as commodities vêm subindo desde 4 de junho, o índice do dólar vem caindo. Reduziu-se em 7,9% nesse período, uma taxa anualizada de 27,6% de declínio. Dado que as pessoas estão optando por segurar outras moedas, no lugar do dólar, como evidenciado pela queda da taxa de câmbio do dólar, fica claro que a demanda pela moeda americana está caindo.
Assim, o dólar está sendo atingido tanto por um aumento na oferta, quanto por uma queda na demanda. Princípios econômicos elementares dizem que essa situação leva a uma queda nos preços, que, quando aplicada ao dinheiro, implica uma diminuição do poder de compra, ou o que hoje é geralmente chamado de "inflação". Se a política monetária não for corrigida e a inflação não for revertida, a hiperinflação será, com o tempo, o resultado inevitável.

Tenho alertado sobre a hiperinflação desde 2 março de 2009, quando escrevi que o dólar estava à beira da hiperinflação. Notei que "o governo federal (dos EUA) embarcou em um curso de gastos descontrolados, e são gastos descontrolados o que provoca uma inflação galopante", a qual, se não for controlada, vira hiperinflação. A tendência não mudou para melhor desde então.

De 28 fevereiro de 2009 a 31 de agosto de 2010, os gastos descontrolados do governo federal resultaram em um aumento USD 2,57 trilhões na dívida nacional. Mas durante esse período o PIB cresceu cerca de meio trilhão de dólares, e o aumento da atividade econômica é ainda menor, uma vez ajustado para a inflação. Portanto, é evidente que precisamos nos perguntar, de que adiantou o socorro aos bancos (bailouts) e os programas de estímulo?

A resposta é “muito pouco”, em termos de atividade econômica, mas há uma consequência sinistra desse frenesi insensato dos formuladores de políticas de endividamento crescente e de criação irresponsável de moeda. Dado que esses dólares não estão sendo utilizados para gerar atividade econômica, estão agora rodando o globo à procura de um porto seguro. Os ativos tangíveis são um dos lugares mais seguros para proteger a riqueza de uma moeda cujo poder aquisitivo está diminuindo.

O resultado é que os mercados de commodities estão em fogo. Os preços não estão subindo por causa da escassez de mercadorias, mas, sim, porque há um excesso de dólares. Um excesso de moeda foi criado, em relação à atividade econômica atual.

Sem uma brusca reviravolta para acabar com as políticas equivocadas seguidas pelos políticos, só pode haver uma conclusão. O dólar caminha para a hiperinflação. Os novos recordes em ouro e prata, uma subida generalizada dos preços das commodities e a tendência renovada de baixa na taxa de câmbio do dólar servem como um "aviso aos navegantes"...