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domingo, 5 de dezembro de 2010

Situação do Desemprego nos EUA Assegura a Continuação da Crise

Submetido por Tyler Durden
Zero Hedge

Postado por Marco Aurélio

"(O dólar) pode ser a nossa moeda, mas o problema é de vocês."

Foi essa a decalaração provocante do secretário do Tesouro americano, John Connally, quando os EUA abandonaram o padrão ouro em 1971. Decidido de forma unilateral pelo governo Nixon, o fechamento da janela do ouro permitiu que os EUA reescrevessem as regras financeiras mundiais de maneira ainda mais favorável a sua economia.

Da mesma forma, dada a importância do consumidor americano para a economia mundial (e, não, nem a China, nem a Classe C brasileira vão preencher essa lacuna tão cedo), podemos dizer que o desemprego é deles, mas o problema é do resto do mundo.

Zero Hedge comenta a situação:

Existe algo chamado propaganda financeira – na qual canais americanos como CNBC e MSNBC são especialistas. E existem também os fatos.

Para quem procura uma explicação sucinta, baseada em fatos, do que vem acontecendo com a economia americana nos dois últimos anos, sugerimos esta entrevista com David Stockman, ex-diretor do Office of Management and Budget (Departamento de Administração e Orçamento, ou OMB, na sigla em inglês, um departamento do governo americano que fiscaliza as atividades das agências federais nos EUA).

Sua presença de dez minutos em um programa de estratégia financeira do CNBC deixou seus anfitriões, via de regra subservientes aos bancos e corporações, com absolutamente nada a retrucar. Entre as observações de Stockman: o setor público americano, pela primeira vez na história, está encolhendo:
(...) A razão é que os governos estão quebrados ... vamos ter que cortar o rol de funcionários públicos.
Stockman diz mais:
Se considerarmos a parte central da administração pública, mais a economia centrada na classe média (65 milhões de empregos) – ou seja, os componentes que formam a economia geradora de renda nos EUA, chegamos aos seguintes números. Quantos postos de trabalho no núcleo da economia foram criados em novembro de 2010? Zero. Quantos empregos, em base líquida, foram gerados desde dezembro de 2009? Zero. Quantos empregos foram criados desde o fim da recessão em junho de 2009? Aí temos um número negativo: menos um milhão.
Quanto à possibilidade de a economia crescer sem uma melhora na situação do emprego:
Não consigo imaginar que isso seja possível, porque o crescimento do emprego gera o crescimento da renda, que é a base para os gastos e a poupança, em última análise. E, por ora, não temos crescimento de renda por parte da classe média."
E o mais surpreendente:
O pouco "crescimento" que houve veio quase que exclusivamente do setor de emprego parcial (67%). Mas por que, exatamente, isso é um grande problema? Bem, há 35 milhões de empregos neste setor, com um salário médio de USD 20.000 por ano. Isso não é o tipo de emprego que gere renda de verdade. Não dá para sustentar uma família com isso. Não dá para acumular poupança. Esses postos de trabalho não vão criar renda que promova o crescimento, gerando mais renda, por meio dos gastos familiares.
O prognóstico mais negativo de Stockman é algo que Zero Hedge vem afirmando há dois anos: os mercados, como mecanismos de descoberta de preço, estão completamente quebrados.
Não consigo explicar o mercado de hoje ... Não sei como se dá a precificação das coisas, não acho que o mercado esteja descontando nada. São mercados puramente de “daytraders”, movidos pelo Fed, pelas manchetes de jornal. Um dia eles fica maníacos, no dia seguinte, depressivos. Não dá para tirar conclusões
Para assistir à entrevista de Stockman na CNBC, via Karl Denninger, clique aqui ou na imagem abaixo.


terça-feira, 30 de novembro de 2010

WikiLeaks: Bank of America Cai 3,18%

Por Marco Aurélio


No dia após a publicação pela revista Forbes da entrevista com Julian Assange, na qual o fundador do WikiLeaks promete publicar uma batelada gigante de documentos internos comprometedores "de um grande banco americano ainda em existência", as ações do Bank of America Corporation (BAC) caíram 3,18% no NYSE.

Embora Assange tenha se recusado a revelar o nome do banco em questão, o programa de Larry Kudlow na CNBC disse acreditar tratar-se do BAC. Também enumerou os outros possíveis alvos: Morgan Stanley, Wells Fargo, Citigroup, JP Morgan Chase e "talvez" o Goldman.

No programa, John Carney, co-âncora de Kudlow, diz que os dedos do mercado estão apontando para BAC, com base numa declaração anterior de Assange de que havia adquirido 5 gigabytes de informações internas vindas de dentro do banco.

Kudlow lembra que, além da queda dos papéis na Bolsa de NY, o custo dos CDS (seguro contra default) do BAC também pularam 25 bips, alcançando o nível mais alto em dezesseis meses. Suas palavras sobre o próximo alvo de Assange: "muitas pessoas concluíram tratar-se do Bank of America". 

Tudo isso está acontecendo sem Assange sequer ter mencionado o BAC. Os investidores estão tirando suas próprias conclusões e vendendo o papel - sem ter absolutamente nenhuma certeza de que Assange realmente possui documentos comprometedores, e muito menos que esses documentos se referem ao BAC. 

Na falta de certeza, sobra para todo mundo. Carney, co-âncora de Kudlow, afirma que, "Investidores no Bank of America, e também em todos os seus maiores concorrentes, estão preocupados."

Para ver o programa de Kudlow na CNBC, via Karl Denninger, clique aqui.

Para ouvir uma explicação mais sintética da situação, assista ao vídeo abaixo.