segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Max Keiser: Quer Ver o JP Morgan Quebrar? Compre Prata.

The Guardian

Postado por Marco Aurélio

A campanha para comprar prata, visando a quebrar o banco JP Morgan, pode funcionar, graças ao passivo potencial representado por suas vendas a descoberto.

O JP Morgan tem uma posição vendida estimada em 3,3 bilhões de onças de prata.

Há décadas que o sistema bancário mundial baseia-se em um padrão de moeda fiduciária, o qual criou os bancos considerados "grandes demais para quebrar". Esses bancos abandonaram sua competência original – a concessão de empréstimos. Enveredaram-se pelo sistema político, usando nosso dinheiro para mudar a agenda política a fim de aumentar a remuneração dos executivos dos bancos, colocando os interesses destes sobre os dos depositantes.

Nos últimos onze anos, a comissão GATA (Gold Anti-Trust Action) tem trabalhado para expor a manipulação de preços nos mercados de prata e ouro; graças à denúncia de Andrew Maguire em Londres, um inquérito foi aberto. 

Como parte da investigação, que ainda se desenrola, ficou claro que o JP Morgan está sentado sobre uma posição vendida estimada em 3,3 bilhões de onças em prata (que eles já venderam a descoberto; ou seja, venderam algo que não possuíam). Essa posição resulta de uma tentativa de manter o preço da prata artificialmente baixo, a fim de manter elevada a atratividade relativa do dólar e de outras moedas fiduciárias. O prejuízo potencial para o JP Morgan que resulta dessa posição tem sido um segredo aberto há já alguns anos.

Michael Krieger, um colaborador regular de Zero Hedge (o WikiLeaks das finanças), apareceu recentemente no meu show, Keiser Report. Postulamos que, se 5% da população do mundo comprasse, cada um, uma moeda de uma onça de prata, o JP Morgan seria obrigado a cobrir suas posições vendidas - um passivo potencial estimado em USD 1,5 trilhões - contra uma capitalização de mercado de USD 150 bilhões. Isso quebraria o banco. Poucos dias depois da entrevista com Krieger, sugeri no programa Alex Jones que ele lançasse uma "bomba Google" com a frase-chave: "Crash JP Morgan, Buy Silver" ("Quebre o JP Morgan, Compre Prata").

Dentro de algumas horas, a idéia se disseminou de forma viral. Centenas de vídeos foram feitos para apoiar a campanha.

Agora, as vendas de águias de prata (a moeda de prata oficial dos Estados Unidos) para o mês de novembro atingiram um recorde histórico. A disponibilidade de prata no atacado está secando. O indicador mais importante é o próprio preço (que hoje, 6/12/10, ultrapassou a marca dos USD 30 – M.A.) Com cada pequeno incremento no preço, o JP Morgan se aproxima da falência – ou da necessidade de um novo socorro financeiro pelo Fed (bailout).

Veja como funciona: a riqueza associada a uma moeda fiduciária perde facilmente para a riqueza ligada ao ouro e à prata. E as pessoas estão acordando para o fato de que têm a capacidade, sem a ajuda do governo ou outras formas de interferência, de criar um novo sistema monetário baseado em metais preciosos. Tudo que têm a fazer é simplesmente converter seu papel fiduciário em dinheiro de verdade.

Esta campanha tem plenas chances de funcionar. Enquadra-se na categoria de uma profecia que se auto-realiza. À medida que mais pessoas compram ouro e prata, todas as tentativas de repor o dinheiro de papel que sai do sistema só vão fazer com que o poder de compra do ouro e da prata aumente - assim levando mais pessoas a comprar mais ouro e prata. Qualquer tentativa do Fed de socorrer financeiramente o JP Morgan terá o mesmo efeito. 

Se o Fed inundar o sistema com dólares, para que o JP Morgan cubra suas posições vendidas (como fez depois do colapso do Long-Term Capital Management, ou LTCM, em 1998), a inflação vai aumentar e o preço da prata e do ouro vai subir, provocando mais compras. Nasce um círculo virtuoso.

Quem estiver interessado em contribuir para a queda do JP Morgan, compre prata. No fim das contas, a campanha é sobre a transferência de riqueza de volta para o povo de quem ela foi tirada.
Preço Spot da Prata, 3, 5 e 6 de dezembro de 2010

Richard Russell: Morte do Dólar Turbina Demanda por Ouro, Prata e... Diamantes

Eric King
KingWorldNews.com

Postado por Marco Aurélio

Com o ouro batendo recordes históricos e a prata perto de cruzar a marca dos USD 30 na sessão de domingo à noite, o grande Richard Russell, santo-padroeiro dos escritores de boletins financeiros, foi bastante claro ao dizer que:
O conselho que dei para os assinantes da minha newsletter foi: Entrem no mercado de ouro. O ouro está em um mercado altista (bull market) primário, consolidado e claramente identificável desde o ano 2000. Para ter certeza, fiz um gráfico de longo prazo do ouro, dividido pela Dow, desde o ano de 2002 (abaixo). Veja o gráfico e analise os resultados. O ouro bateu o Dow Jones.

Russell continua:
O ouro, com base em tendências de vários ano, vem batendo o Dow Jones desde 2002. Sua performance foi melhor em oito anos consecutivos. Além disso, a tendência do ouro tem se tornado mais clara e definitiva do que a tendência do Dow Jones.

Também gosto dos fundamentos de longo prazo do ouro, mais do que gosto dos fundamentos de longo prazo do Dow. O Dow é denominado em dólares e, sinceramente, estou muito preocupado com o futuro do dólar.

A quantidade de dólares vem crescendo, ano após ano, e a criação de dólares tem até acelerado ultimamente. Quanto maior a quantidade de dólares criada, menor o poder de compra do dólar.

E essa, em poucas palavras, é a razão que me faz gostar de ouro. A luta contra a deflação está acabando com o dólar. Se continuar assim, vai literalmente matar o dólar.

A verdadeira história dos bastidores da intervenção do Fed, no auge da Crise de 2008, acaba de ser publicada, para desgosto do Bernanke. Saiu na primeira página de hoje do NY Times. Durante os dias mais negros de 2008, o Fed emprestou dólares a literalmente o mundo inteiro – corporações, bancos, empresas de pequeno porte, Goldman Sachs, Bank of America, GM, e até mesmo empresas no exterior. Trilhões de dólares foram distribuídos literalmente por todo o mundo.
Eric King– Não vai chegar um ponto onde o Fed e o governo vão "desistir" e resolver aceitar a dor da deflação?
Richard Russell – Não imagino isso acontecendo de forma alguma. Seria o mesmo que os Estados Unidos aceitarem a Grande Depressão II.

Preços das Maiores Pedras Sobem 76% no Ano, Diamantes Atraem Fundos de Investimento

15 de julho (Bloomberg) - Os diamantes, como as obras de arte, são uma mercadoria que está ganhando destaque como um investimento alternativo.

"Na minha opinião, o futuro verá uma queda continuada no poder aquisitivo da moeda fiduciária. Nossa proteção é a compra e posse de bens com valor intrínseco, bens fora do insidioso 'sistema papel-moeda'."

Jack Lalanne, o famoso especialista em alimentos saudáveis, disse que, "Se foi feito pelo homem, cuspa".

Podemos aplicar a mesma filosofia ao dinheiro. "Se foi feito pelo homem, livre-se dele”.

A riqueza real supera mesmo a prova mais difícil: o teste do tempo. Você tem que se perguntar: era riqueza há mil anos, três mil anos, cem anos? É riqueza ainda? E a resposta é que há um ativo que tem resistido ao teste do tempo - o ouro.
Comentário de Russell: Acredito que uma segunda mercadoria está nessa mesma classe. Estou falando de diamantes, que estão se tornando cada vez mais escassos como o passar dos anos (a produção de diamantes está diminuindo ano a ano, e o preço dos bons diamantes está aumentando).
Para assinar as Dow Theory Letters de Richard Russell, clique aqui.

Richard Russell sabe onde está o mercado altista (bull market) de hoje. Está em ativos tangíveis. Durante esses ciclos econômicos, é impressionante ver como a grande maioria das pessoas aceitam ver sua poupança destruída de forma lenta e meticulosa pelos governos, por meio da inflação. E, enquanto criam inflação, os governos usam a Grande Mídia para afastar as pessoas de mercadorias como o ouro, a prata e os diamantes.

Ao contrário da Grande Mídia, King World News vai continuar a dizer a verdade a sua audiência global, para que os leitores e ouvintes possam proteger sua riqueza do roubo insidioso representado pelo enfraquecimento da moeda fiduciária. Essa degradação é usada para roubar as pessoas de seu dinheiro, que foi ganho com grande esforço.
Na ausência do padrão-ouro, não há nenhuma maneira de proteger a poupança do confisco inflacionário. Não há nenhuma forma garantida de preservar valor ... A política financeira do Estado social exige que as pessoas sejam impedidas de proteger a riqueza que possuem. Esse é o segredo por trás das cansadas críticas do Establishment contra o ouro. Os déficits orçamentários são simplesmente um mecanismo de confisco de riqueza. O ouro impede esse processo insidioso. Funciona como um protetor dos direitos de propriedade. Quando a gente entende isso, não fica difícil compreender a indisposição dos governos em relação a um padrão-ouro. Alan Greenspan, 1966
Eric King
KingWorldNews.com
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Mish: China Combate Superaquecimento da Economia, Impõe Controle de Preços ao Wal-Mart

Postado por Marco Aurélio

A desaceleração econômica na China terá graves efeitos por todo o mundo – especialmente em países exportadores de commodities e semi-manufaturados, como o Brasil, Austrália e Canadá. As economias desses três países têm sido poupadas dos efeitos mais sérios da crise iniciada em 2007, inclusive em seus setores imobiliários. Isso tem ocorrido, em boa parte, graças às políticas expansivas da China, que tenta amenizar as consequências econômicas e sociais causadas pela quebra de seu maior cliente, os EUA.

Como disse Jim Chanos, investidor que acredita que o atual nível de expansão chinesa é insustentável, os produtores de minério de ferro em geral, e a gigante brasileira Vale em particular, seriam vítimas. A enorme quantidade de investimentos de capital na China criou a demanda por grandes volumes de aço e outros metais. Isso, por sua vez, tornou a China o maior mercado do mundo para minério de ferro.

Mish (Michael Shedlock), do Global Economic Trend Analysis, observa, nesta segunda-feira, 6/12, que o "Governo Chinês Muda e Adota Política Monetária 'Prudente'".
Em resposta aos altos níveis de inflação (que, mesmo assim, permanecem subestimados), o governo chinês anunciou que vai adotar uma política monetária "prudente".
Da Reuters:
A China vai mudar para uma política monetária prudente, abandonando a atual posição moderadamente frouxa. Foi isso que os principais líderes do Partido Comunista decidiram na sexta-feira, 3/12/10. Essa mudança poderá abrir o caminho para mais aumentos de juros e controles de crédito.

Ao mesmo tempo, o Politburo chinês optou por manter a política fiscal pró-ativa da China, uma indicação de que o governo quer continuar a aumentar os gastos com novos investimentos, ao mesmo tempo em que toma medidas restritivas para controlar a inflação.

"Isso significa que todos os tipos de instrumentos da política monetária para controlar a liquidez e para controlar a inflação agora poderão ser usados", disse Ken Peng, um economista do Citigroup, em Pequim.

"No passado, estávamos claramente focados em medidas administrativas. De agora em diante, poderemos usar mais ajustes de preços via taxas de juros", disse, acrescentando que espera cinco aumentos nas taxas até o final do próximo ano.
Governo Controla Preços da Wal-Mart na China
Será que cinco subidas nas taxas até o final de 2011 serão suficientes? Como ninguém sabe a resposta, a coisa sensata a fazer seria começar a escalada agora, a fim de conter a expansão desenfreada do crédito.
A cidade chinesa de Kunming, no sudoeste do país, onde tanto a Wal-Mart Stores Inc. quanto o Carrefour SA possuem lojas, impuseram um teto temporário nos preços de artigos da cesta básica, a fim de combater a inflação.

O governo de Kunming pediu a cinco varejistas - três não-chineses, um chinês e um baseado em Hong Kong - para comunicar quaisquer reajustes de preços e dar razões para as alterações dois dias antes de executá-las, o escritório local da Comissão de Desenvolvimento Nacional e Reforma disse em seu site ontem.

Além das cinco empresas, outros produtores de alimentos, óleo de cozinha e bebidas estão obrigados a solicitar a aprovação do governo dez dias úteis antes de alterar preços, disse o comunicado.

O governo municipal também estabaleceu preços máximos temporários sobre artigos da cesta básica em várias partes da cidade, uma imposição que começou ontem e vai se estender até o final de fevereiro, disse o comunicado. Os preços de grãos, óleo de cozinha, carne, ovos, leite e macarrão devem ficar nos níveis aos quais se encontravam antes de 17 de novembro, disse o comunicado.

A cidade também limitou os preços de varejo de hortifrutigranjeiros, dependendo do tipo, a 40% a 100% acima dos preços de atacado.
Controles de Preço Nunca Funcionam

Nunca na história a prática de controlar preços levou a algo bom, a menos que você considere a falta de produtos nas prateleiras uma coisa boa. Podemos agora esperar que produtos comecem a faltar e que os preços comecem a ser estabelecidos no mercado negro, se o setor de serviços e os supermercados não conseguirem repassar os aumentos.

domingo, 5 de dezembro de 2010

S&P 500 Deflacionado pelo Ouro

Jesse's Café Américain


Postado por Marco Aurélio

O mercado de ações dos EUA, quando deflacionado pelo ouro, nunca se recuperou da crise financeira. Este é o melhor espelho da economia real, na qual o desemprego e o subemprego correm a níveis acima de 17%.

O único motivo para a alta nas Bolsas dos EUA é a expansão monetária do balanço do Fed. A maior parte desse novo dinheiro foi canalizada para o setor financeiro, onde está sendo consumida por especulação, dívidas incobráveis e enormes bônus de fim-de-ano para quem trabalha no setor financeiro.

Clique no gráfico para ampliar.


Chineses Importam 5 Vezes Mais Ouro em 2010, Preço Pode Chegar a USD 1600 Até o Final do Ano

Eric King entrevista Ben Davies
KingWorldNews.com


Postado por Marco Aurélio

Com o ouro e a prata atingindo níveis recordes esta semana, King World News entrevistou Ben Davies, que vive em Londres. Quando perguntei sobre o movimento nos mercados de ouro e prata, Davies afirmou:
Estamos na iminência de ver um enorme short squeeze (aperto nas posições vendidas) no mercado de ouro. Foi isso que vimos no mês passado; a mesma coisa parece que vai acontecer de novo. A demanda física vinda da Ásia está descendo como uma avalanche sobre as posições vendidas de ouro, no mercado de papel. Se isso vale para o ouro, o mesmo também é verdade para a prata – só que elevado ao cubo.
Ben Davies continua:
Mesmo usando a emissão de dívida como forma de financiamento nos EUA, o governo não está conseguindo gerar empregos. O mundo inteiro está se afogando em dívida. O crescimento anêmico na oferta de empregos, embora seja um indicador que se manifesta com certo atraso, foi o que mais contribuiu para o aumento da taxa de desemprego nos EUA para 9,8% e para a baixa renda salarial horária. Os EUA não vão conseguir crescer para melhorar a atual relação entre dívida e PIB. A única maneira de crescer o PIB nominal é continuar a desvalorizar o dólar, por meio de uma flexibilização quantitativa e qualitativa em todo o mundo.
Justo quando os investidores acreditavam que os EUA estavam preparados para crescer, o que ajudaria a melhorar os problemas estruturais da zona do euro, vieram os números sobre a criação de empregos nos EUA em novembro, que acabaram com quaisquer expectativas. Não é à toa que os chineses, como já discutimos, já importaram cinco vezes mais ouro em 2010 do que em 2009. Os chineses gostam de comprar ouro quando o preço cai; evitam correr atrás do produto no mercado. Da mesma forma que antes compravam títulos do governo americano, agora estão comprando ouro. Como o porta-voz do PBOC (People’s Bank of China) recentemente sugeriu de forma implícita, vão continuar a se desfazer de seus dólares para investir em ouro – um ativo monetário.
Então, por enquanto, qualquer queda no mercado de ouro e prata físicos vai encontrar obstáculos. Temos um grande interesse aberto nas opções de compra a USD 1.400 no mercado de ouro (papel) da Comex. Talvez a gente veja uma repetição do squeeze nas opções de compra, igual vimos a USD 1.300 no mês passado. Quanto mais valor criarmos acima de USD 1.400, mais provável se torna que o mercado de papel se venda. Podemos começar a ver os níveis de USD 1.600 que discutimos nas edições anteriores aqui no King World News – isso até o final de 2010. Talvez até tenhamos um pouco de exagero e alcancemos USD 1.800. É preciso estar sempre alerta quando os níveis de volatilidade implícita estão tão baixos num mercado otimista (bull market). Existe uma grande incerteza na economia global, bem como uma grande desconfiança em relação ao dinheiro fiduciário subjacente.
Ben Davies, juntamente com James Turk, previu corretamente essa explosão nos preços dos metais preciosos quando a prata ainda estava na faixa de USD 17 a USD 18. O timing foi literalmente perfeito. Davies já emitiu um alerta para os vendidos (shorts) em ouro. 

Meu conselho é, mais uma vez, sentar e apreciar o circo pegando fogo – sempre um caloroso espetáculo.

Eric King
KingWorldNews.com
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Situação do Desemprego nos EUA Assegura a Continuação da Crise

Submetido por Tyler Durden
Zero Hedge

Postado por Marco Aurélio

"(O dólar) pode ser a nossa moeda, mas o problema é de vocês."

Foi essa a decalaração provocante do secretário do Tesouro americano, John Connally, quando os EUA abandonaram o padrão ouro em 1971. Decidido de forma unilateral pelo governo Nixon, o fechamento da janela do ouro permitiu que os EUA reescrevessem as regras financeiras mundiais de maneira ainda mais favorável a sua economia.

Da mesma forma, dada a importância do consumidor americano para a economia mundial (e, não, nem a China, nem a Classe C brasileira vão preencher essa lacuna tão cedo), podemos dizer que o desemprego é deles, mas o problema é do resto do mundo.

Zero Hedge comenta a situação:

Existe algo chamado propaganda financeira – na qual canais americanos como CNBC e MSNBC são especialistas. E existem também os fatos.

Para quem procura uma explicação sucinta, baseada em fatos, do que vem acontecendo com a economia americana nos dois últimos anos, sugerimos esta entrevista com David Stockman, ex-diretor do Office of Management and Budget (Departamento de Administração e Orçamento, ou OMB, na sigla em inglês, um departamento do governo americano que fiscaliza as atividades das agências federais nos EUA).

Sua presença de dez minutos em um programa de estratégia financeira do CNBC deixou seus anfitriões, via de regra subservientes aos bancos e corporações, com absolutamente nada a retrucar. Entre as observações de Stockman: o setor público americano, pela primeira vez na história, está encolhendo:
(...) A razão é que os governos estão quebrados ... vamos ter que cortar o rol de funcionários públicos.
Stockman diz mais:
Se considerarmos a parte central da administração pública, mais a economia centrada na classe média (65 milhões de empregos) – ou seja, os componentes que formam a economia geradora de renda nos EUA, chegamos aos seguintes números. Quantos postos de trabalho no núcleo da economia foram criados em novembro de 2010? Zero. Quantos empregos, em base líquida, foram gerados desde dezembro de 2009? Zero. Quantos empregos foram criados desde o fim da recessão em junho de 2009? Aí temos um número negativo: menos um milhão.
Quanto à possibilidade de a economia crescer sem uma melhora na situação do emprego:
Não consigo imaginar que isso seja possível, porque o crescimento do emprego gera o crescimento da renda, que é a base para os gastos e a poupança, em última análise. E, por ora, não temos crescimento de renda por parte da classe média."
E o mais surpreendente:
O pouco "crescimento" que houve veio quase que exclusivamente do setor de emprego parcial (67%). Mas por que, exatamente, isso é um grande problema? Bem, há 35 milhões de empregos neste setor, com um salário médio de USD 20.000 por ano. Isso não é o tipo de emprego que gere renda de verdade. Não dá para sustentar uma família com isso. Não dá para acumular poupança. Esses postos de trabalho não vão criar renda que promova o crescimento, gerando mais renda, por meio dos gastos familiares.
O prognóstico mais negativo de Stockman é algo que Zero Hedge vem afirmando há dois anos: os mercados, como mecanismos de descoberta de preço, estão completamente quebrados.
Não consigo explicar o mercado de hoje ... Não sei como se dá a precificação das coisas, não acho que o mercado esteja descontando nada. São mercados puramente de “daytraders”, movidos pelo Fed, pelas manchetes de jornal. Um dia eles fica maníacos, no dia seguinte, depressivos. Não dá para tirar conclusões
Para assistir à entrevista de Stockman na CNBC, via Karl Denninger, clique aqui ou na imagem abaixo.


sábado, 4 de dezembro de 2010

Nos EUA, Bancos Pequenos Melhoram, Putrefação dos Zumbis “Too Big to Fail” Continua

The Institutional Risk Analyst
2 de dezembro de 2010

Postado por Marco Aurélio

Institutional Risk Analytics (IRA) participou do programa, no canal MSNBC, do nosso amigo Dylan Ratigan, um dos poucos profissionais da Grande Mídia que tem a coragem de tirar as conclusões óbvias sobre o atual mal-estar político-econômico dos EUA. Resumo: não haverá recuperação da oferta de crédito ou de empregos na economia dos EUA até que o Obama reestruture os maiores bancos. Talvez se o Obama passasse mais tempo fazendo o seu trabalho e menos tempo jogando basquete, obteríamos alguns resultados.

No início desta semana, estivemos no estado de Indiana, para uma palestra-almoço promovida pelo Networks Financial Institute na Indiana State University. O nome da palestra foi: "A América Precisa de um New Deal?" A platéia de banqueiros e empresários locais tinha duas questões prinicpais em mente: o crescimento econômico e o emprego. Após a palestra, recebemos esta nota de agradecimento de uma participante:
Não desistam. Não parem. Continuem a bater neles. Nós aqui nas cidades comuns dos EUA estamos ouvindo, observando e esperando que todo o edifício desabe numa nuvem de pó, para que possamos tirar o governo e a oligarquia financeira das nossas costas e começar a reconstruir a América real.
Depois do evento em Evansville, voltamos para Indianápolis e paramos para almoçar em um restaurante italiano perto da cidade de Terre Haute. Na parte de trás da sala de jantar havia uma grande mesa, com uma dúzia de senhoras almoçando. Eram as senhora do Red Hat Society. Apesar do entusiasmo da Grande Mídia em tecer comentários de um otimismo nebuloso e realismo duvidoso no ar rarefeito da crise que se alonga e agrava, é bom saber que, em alguns lugares na América pelo menos, as pessoas ainda estão tentando viver vidas normais.

Também recebemos uma nota de um leitor do The IRA, que gentilmente enviou o depoimento de ontem pelo vice-presidente do Freddie Mac, Donald Bisenius, sobre o custo nos atrasos nos processos de arrestos de imóveis (foreclosure). Seus comentários contradizem diretamente as declarações anteriores de executivos de vários dos maiores bancos dos EUA sobre o custo crescente de processamento.
... A cada dia, a cada mês que esperamos para começar os processos de arresto (suspensos após a descoberta de fraudes generalizadas), os custos do processo de arresto se acumulam. Um rápido cálculo matemático, como sugeri no meu testemunho por escrito aos tribunais, indica que são de USD 30 a USD 40 por dia. Se temos 300 mil empréstimos em processo de arresto, isso pode começar a representar centenas de milhões de dólares por mês com esses atrasos. Temos que encontrar uma maneira de acabar com a confusão. Sei que o arresto é um processo doloroso e confuso.
Vale a pena notar que esta afirmação de Bisenius contradiz o que foi dito na teleconferência do terceiro trimestre por Brian Moynihan, CEO do Bank of America Corporation (BAC):
Em termos de custos reais para a nossa empresa, no ramo das hipotecas, passamos de cerca de 30.000 pessoas para 50.000 pessoas. A parte de arresto é, na verdade, uma pequena parte desse negócio. O trabalho que antecede o arresto, as coletas e os esforços de modificação dos termos da hipoteca, é aí que entra a maior parte do trabalho. São, então, USD 10 milhões, USD 20 milhões por mês, durante alguns meses, ou vários meses. Por isso não é tão importante. O custo no negócio hipotecário, e uma das razões por trás dos nossos gastos, especialmente para quem vê de fora – bem, muita gente se pergunta por que as despesas nesses processos de arresto não são mais altas. É que continuamos a estruturar equipes para fazer as modificações nos termos do contrato e a cobrar o crédito inadimplente, trabalhando com os devedores, com os clientes, para ajudá-los a evitar o arresto de suas casas e, em último caso, se necessário, fazer o arresto. Mas o custo real do processo – em particular, de refazer 100.000 declarações juramentadas que estavam erradas, para acertar o processo – tem sido modesto no contexto do grande número de pessoas trabalhando nele.
Ratings de Bancos no Terceiro Trimestre de 2010: Bancos Pequenos Melhoram, Putrefação dos Zumbis “Too Big to Fail” Continua
Os dados do 3T 2010 do FDIC estão atualizados nas versões profissional e para consumidor do The IRA Bank Monitor. A última matriz de classificação com a distribuição do setor bancário por unidades e ativos totais está disponível em nosso site. Você pode adquirir uma assinatura anual para os perfis de bancos individuais do The IRA Bank Monitor para qualquer empresa detentora de depósitos, ou holding bancária, segurada pelo FDIC. É só ir ao site para consumidores do IRA (www.irabankratings.com).

O ponto-chave a ser lembrado é a volatilidade continuada nas demonstrações financeiras bancárias, como demonstrado pelo movimento entre os diferentes estratos de classificação (different ratings strata). Esse tipo de volatilidade é normal no desempenho tanto de bancos quanto de não-bancos, mas o atual período de estresse operacional e de crédito está aumentando essas distorções. Quando você vê esse tipo de instabilidade na divulgação financeira dos bancos, isso sugere fortemente que os bancos estão sob severo estresse operacional.

Observem que há agora 1.600 bancos com avaliações "F" (no 3T 2010), ou aproximadamente o dobro do número de bancos agora na lista de bancos-problemas do FDIC. Mas note também que o número de bancos avaliados com "C" e "D" tem diminuído. Isso ocorre à medida que os bancos bons continuam a receber melhores avaliações. Esse fato parece confirmar nossa opinião de que os bancos menores, que são melhor-administrados, estão melhorando lentamente, enquanto as instituições problemáticas continuam a sofrer.

Observem também que a banda de avaliações "B" e "C" contém a maior parte dos ativos totais, USD 4,9 e USD 1,7 trilhões, respectivamente. Essas categorias de ratings contêm os quatro principais bancos-zumbis: BAC (BAC/Q3 2010 Stress Rating: "C"), JPMorgan Chase (JPM/Q3 2010 Stress Rating: "C"), Wells Fargo (WFC/Q3 2010 Stress Rating: "B") and Citigroup (C/Q3 2010 Stress Rating: "C"). Assim, a boa notícia é que os bancos menores estão melhorando, mas os bancos maiores, que representam mais da metade dos ativos do ramo, devem permanecer sob uma nuvem, devido a problemas antigos.

À medida que as instituições menores no ramo melhoram lentamente, prevemos que os ratings para essas instituições maiores continuarão a cair, à medida que o stress operacional ilustrado pelos parágrafos acima ficar mais agudo. Continuamos a acreditar que o BAC terá de ser reestruturado pelo FDIC usando os poderes da Lei Dodd Frank, mas talvez não antes da administração do banco decidir tentar a sorte com um pedido de falência da Countrywide, uma de suas unidades.

Em tempo: quem disse que os problemas do setor bancário na UE são piores do que aqueles dos EUA? Fiquem atentos.

Desemprego nos EUA por Município, 2007-2010

Postado por Marco Aurélio


 
"(O dólar) pode ser a nossa moeda, mas o problema é de vocês."

Foi essa a decalaração provocante do secretário do Tesouro americano, John Connally, quando os EUA abandonaram o padrão ouro em 1971. Decidido de forma unilateral pelo governo Nixon, o fechamento da janela do ouro permitiu que os EUA reescrevessem as regras financeiras mundiais de maneira ainda mais favorável a sua economia.

Da mesma forma, dada a importância do consumidor americano para a economia mundial (e, não, nem a China, nem a Classe C brasileira vão preencher essa lacuna tão cedo), podemos dizer que o desemprego é deles, mas o problema é do resto do mundo.


Greenspan: Crise no Mercado de Títulos Resultado Inevitável do QE

Bruce Krasting
Zero Hedge

Postado por Marco Aurélio


Acho que este gráfico intradia dos Treasuries (USTs) de 30 anos dizem tudo. A divulgação dos péssimos números sobre a criação de novos postos de trabalho ex-setor agrícola (Nonfarm Payroll Numbers, ou NFP, na sigla em inglês) nos EUA fez com que os títulos saltassem no começo da manhã (por volta de 8:15). Mas logo a escalada perdeu o gás e os preços dos títulos fecharam em baixa.
Qual o motivo para essa subida no preço dos títulos, mesmo com a divulgação de um péssimo quadro de emprego? A especulação sobre novas rodadas de flexbilização monetária (QE) e de medidas de estímulo foi a maior responsável. Os números foram tão ruins que, pelas 9:30 da manhã, os especialistas na TV concluíram que os EUA não vão aumentar impostos ou rescindir cortes de impostos da Era Bush. Pode ser que o governo até resolva suspender de alguma forma os impostos de previdência social (Social Security), pelo menos por algum tempo. Esqueça toda a conversa ora existente sobre limitar o QE2. O papo agora mudou, com todo mundo se perguntando, de forma obsessiva, qual será o tamanho do QE3.

Então, com essa montanha de bobagens como pano de fundo, o preço dos títulos foi ralo abaixo, enquanto o ouro bateu um novo recorde. A confirmação de que o QE foi responsável pela queda no preço dos títulos veio no final do dia, quando houve um vazamento conveniente de uma entrevista com Ben Shalom Bernanke no próximo domingo (5/12), no programa 60 Minutes, da CBS. O vazamento citou Bernanke textualmente, “Podemos fazer mais (QE)”. O mercado de ações gostou dessa conversa e terminou no positivo, enquanto os títulos do governo caíram mais um degrau.

É bom saber que o mercado já captou a idéia de que mais QE e mais estímulo são ruins para o mercado de USTs. O mercado é a única forma de disciplina remanescente capaz de se contrapor à insanidade que se apossou de Washington. Quando as forças do mercado se voltarem contra o "Novo Monetarismo" e fecharem as portas na cara dessa insanidade monetária, a política vai mudar. Até que alguém comece a revidar, o Fed vai continuar imprimindo dinheiro. Estamos nos aproximando disso a cada dia. Veja o gráfico abaixo, mostrando as obrigações dos USTs de longa maturidade, desde o anúncio do QE2:
As taxas de longo prazo subiram 40 pontos-base só no mês passado. É a reação exatamente oposta àquilo que o Bernanke quer. Até que ponto esse aumento nas taxas de juros é deflacionário? Um pouco. Meu palpite é que o impacto das taxas crescentes exatamente compensa o benefício de estímulo de se manter as taxas de curto prazo em seus níveis históricos mais baixos. Sim, mais dívida é financiada no curto prazo do que no longo, mas um aumento nas taxas de hipoteca e uma escalada de capital a taxa fixa de longo prazo para os municípios e as empresas vão anular quaisquer eventuais benefícios da política de taxas de juros a 0% (Zero Interest Rate Policy, ou ZIRP, na sigla em inglês).

Sobre as questões: "As taxas de juros cairão dos atuais níveis de aproximadamente 3% para USTs de de dez anos, e de 4% para USTs de 30 anos, rumo aos 2% a 3% que o Bernanke está tentando criar? Ou será que vão subir para 4% ou 5%, bem diante de nossos olhos?

Na minha opinião, estamos indo para 4%, para os USTs de 10 anos, e para, pelo menos, 5% para os USTs de 30 anos. O QE vai produzir o resultado oposto ao que se pretende. Veja este gráfico de onde os EUA estão em termos de dívida. Não vale apontar para o Japão como exemplo de que as taxas terão que cair nos EUA. O Japão está e estava em uma posição muito diferente daquela dos Estados Unidos.


No cerne do dilema do Bernanke está o seguinte gráfico sobre a participação da força de trabalho. Bernanke quer acelerar a economia de volta a um nível onde a folga na participação do trabalho volte ao ponto onde estava em 2005. Acredita que esse é o mandato do Fed. Quer voltar o relógio, mas não consegue. As linhas desta tabela despencaram como resultado da recessão de '08, mas a tendência em direção a um nível mais baixo já está em vigor há uma década. O envelhecimento demográfico e uma economia exessivamente dependente do consumo e da globalização, que torna os trabalhadores americanos menos produtivos, fazem com que seja inevitável que os EUA tenham um nível muito maior de subemprego e desemprego. Mas o Bernanke não está comprando essa idéia. Sente que sua missão é lutar contra as leis da natureza. O mercado está reagindo. E o mercado vai ganhar.

Não sou um fã do Greenspan. Acho que ele nos colocou na atual situação de crise. Mas respeito sua opinião. Perguntado se os EUA vão mudar o comportamento, disse que sim, e que:
A única pergunta é, isso vai acontecer antes ou depois de uma crise do mercado de títulos (bond markets)?
Pena que o Bernanke não esteja ouvindo. A crise do mercado de títulos é o resultado inevitável.

Estado Unidos – Uma Banana Republic Emergente

Por Marco Aurélio
 
A vasta maioria dos brasileiros educados subestima a medida em que os Estados Unidos viraram uma república das bananas. Nas últimas décadas, a “terra do livre capitalismo” virou um lugar onde:

O banco central impede qualquer institutição financeira de quebrar, seja emprestando dinheiro para os grandes bancos a taxas zero (ou negativas, quando ajustadas para a inflação), seja trocando por papel bom o lixo de instituições que jogaram com o dinheiro dos depositantes, erraram, se deram mal, mas agora não estão muito a fim de arcar com as consequências. Esse dinheiro, fornecido involuntariamente pelo contribuinte americano, é imediatamente emprestado de volta pelos bancos ao governo via a compra de títulos. Uma arbitragem fantástica, mas disponível apenas para um seleto clube em Manhattan – do qual você, infelizmente, não faz parte.

Igualmente, o arrojo empreendedor de empresas como Apple, Microsoft e Google depende da disposição secular do contribuinte americano em continuar a financiar o desenvolvimento de badulaques de alta tecnologia, usando o pretexto e o rótulo eufemístico de “Defesa”. Agências militares como o DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency) e seus antecessores desenvolveram a locomotiva, o rádio, toda a base tecnológica da indústria automobilística (para ser usada em tanques e afins) e naval (para ser usada em navios e semelhantes), o sonar, o radar, o avião a jato, quase toda a tecnologia espacial (que permite ao Google oferecer coisas como o Google Maps, Google Street View e Google Earth), a fibra óptica e o chip de computador, para mencionar apenas alguns. Agora estão ativamente desenvolvendo projetos em biotecnologia, nanotecnologia e robótica – para fins de “defesa”, claro. Mas, no momento em que já não há mais risco envolvido no P&D, as associações de ex-alunos do MIT, University of California e outras institutições semelhantes (que fazem o trabalho pesado e arriscado por trás do grosso dessas tecnologias, usando dinheiro do governo americano) aproximam-se a fazem a transferência da tecnologia para o setor privado. Que, depois, é livre para competir com seus pares pelo mundo, tendo recebido essa mãozinha do governo americano.

É fácil continuar (e pretendo fazê-lo em outros posts), mas acho que os parágrafos acima dão uma boa idéia do que vem acontecendo. Os Estados Unidos “bom” (aquele que pelo menos buscava manter uma aparência de justiça, de recompensar cada um pelos seus méritos, de ser um bastião da liberdade de expressão, de ser a terra para onde o povo oprimido da Europa pôde fugir no século XIX) – esse país, do hamburger com milk shake, do jeans, camiseta e tênis, do Elvis, dos Beach Boys, de Janis Joplin e Woodstock, da Hollywood de Doris Day, Cary Grant, Jimmy Stewart, Grace Kelley, Fred Astaire, Frank Sinatra e Cole Porter – esse lugar morreu já há algumas décadas.

Pode bem ser que o fechamento da janela do ouro pelo Nixon em 1971 – que permitiu que os EUA disparassem a imprimir dinheiro, distorcendo mercados e favorecendo sua manipulação; que acelerou a transferência de dinheiro da classe média para amigos dos políticos em Wall Street – que, em troca, bancam suas campanhas; que fez desaparecer o nexo essencial entre a ídéia de ganhar dinheiro e a necessidade de trabalhar, e não especular em Wall Street ou jogar em cassinos em Las Vegas (há diferença?); pode ter sido esse fatídico dia em 1971, há quase 40 anos, que marcou o início do fim.

Claro que a queda da máscara só pode ser uma coisa positiva, já que nos permite ver a verdadeira dimensão do problema e tomar as medidas necessárias para enfrentá-lo. Mas é bom que se saiba que estamos lidando com um país completamente diferente daquele que a maior parte da mídia de massa pelo mundo ainda acredita existir.